JEJUM: Fazer ou não Fazer, eis a Questão

cafe-da-manha-200x150Para o paciente/cliente do laboratório clínico, ter que estar em jejum para realizar alguns exames sempre foi motivo de reclamação. E eles têm razão. Quem já passou pela experiência sabe que basta ficar em jejum para a fome aumentar, ou sentirá  vontade de comer aquele doce que está há dias na geladeira, ou até mesmo a hora passar cada vez mais devagar.

De repente o jejum para exames laboratoriais passou a ter enorme importância, tanto que, recebeu espaço até na televisão. Ótimo! O assunto gera polêmica e não é de hoje. No entanto, penso que o assunto como foi tratado na mídia não será benéfico neste momento, pois o cliente vai chegar no laboratório achando que não precisa mais manter jejum; e sabemos que não é bem assim.  Como exemplo, cito o artigo publicado em 20/09/2014 no site da Folha de São Paulo com o titulo  “Laboratórios deixam de exigir jejum para exame de sangue.” O leigo entende isso como se todos os laboratórios pudessem eliminar o jejum a partir da publicação.

Sabemos que os laboratórios que vão poder implementar essa mudança a curto prazo ainda são a minoria. São aqueles que estão com seus processos bem definidos, tem facilidade de treinar seus colaboradores e possuem equipamentos de alta tecnologia, nos quais o efeito do alimento na análise não causa interferências.

É certo que, até ocorrer novo salto evolutivo  tecnológico – e não tenho duvida de que isso vai acontecer – alguns exames continuarão exigindo jejum, como a glicose e os triglicérides.

O que não pode é continuar  a prática de alguns que mantém o cliente em jejum de 12 horas, pois “padronizou” esse tempo para “não ter problemas”, não importando o exame a ser coletado e assim desrespeitando o paciente.

A necessidade de jejum deve ser avaliada para cada exame e para cada laboratório, levando em conta seu parque tecnológico. Os laboratórios devem agir com bom senso, treinando pessoas para orientar clientes e médicos para a necessidade de jejum conforme sua realidade.

JEJUM: Fazer ou não Fazer, eis a Questão
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